Perto do final, safra de cana 2025-2026 no Norte e Nordeste segue com mix mais alcooleiro

Produção de açúcar, no acumulado da safra até 30 de abril, alcançou 3,135 milhões de toneladas, queda de 15,8% em relação a igual intervalo do ano anterior

29/05/2026 às 12:51 atualizado por Redação - SBA
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Recife, 29 de maio de 2026 – A moagem de cana-de-açúcar na safra 2025-2026 nas regiões Norte e Nordeste, no acumulado até 30 de abril, totalizou 55,9 milhões de toneladas, queda de 2% ante o registrado no mesmo período do ciclo anterior, mantendo o mix mais alcooleiro. Do total de cana processada no período, 55,20% foram direcionados para a produção de etanol. Os dados vêm do acompanhamento realizado pela Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio), com base em dados fornecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Na Região Norte, a moagem se manteve em 6,9 milhões de toneladas – mesmo montante anotado na leitura anterior -, permanecendo 5,5% abaixo do registrado em igual intervalo da temporada passada. No Nordeste, o processamento da cana chegou a 48,9 milhões de toneladas, 1,4% a menos do que o volume apurado na mesma data do ciclo passado.

Na avaliação do presidente executivo da NovaBio, Renato Cunha, diversos impactos explicam o resultado da safra Norte-Nordeste: “As unidades produtoras favoreceram o etanol devido às tarifas americanas, que tiraram a competitividade do preço do açúcar, e as condições climáticas explicam a queda na moagem. Do lado positivo, o aumento na produção de etanol é uma contribuição decisiva para a redução de emissões e a transição energética”. 

Etanol segue em alta

Considerando as duas regiões, a produção de açúcar, no acumulado da safra até 30 de abril, alcançou 3,135 milhões de toneladas, queda de 15,8% em relação a igual intervalo do ano anterior. A produção total de etanol no Norte e Nordeste até 30 de abril chegou a 3,017 milhões de metros cúbicos, contra 2,239 milhões registrados no mesmo período do ciclo passado, considerando tanto o biocombustível originário da cana quanto o fabricado a partir do milho.

Neste recorte, na categoria de etanol de cana, o volume produzido de anidro somou 892,8 mil metros cúbicos, alta anual de 7,9%, enquanto que no hidratado o montante chegou a 1,392 milhão de metros cúbicos, recuo de 1,4% ante o apurado em igual data do ciclo anterior. No caso do etanol de milho, o volume se manteve, no comparativo com a leitura do final de março, em 732 mil metros cúbicos, sendo 637,5 mil de anidro, e 94,5 mil de hidratado.

ATR

Os dados de Açúcar Total Recuperável (ATR), principal indicador de qualidade da cana-de-açúcar, nos produtos finais, apontam um recuo de 6,8%. O índice por tonelada de cana também apresentou queda, no caso de 4,9%, na comparação com o mesmo período de um ano atrás. 

No comparativo entre projeção e realização da temporada 2025-2026, até 30 de abril, o setor alcançou 94,7% da moagem estimada de cana-de-açúcar no total das regiões. A Região Norte, que em dezembro de 2025 praticamente encerrou a moagem na atual safra, permaneceu com o percentual de 97% de execução – o mesmo do balanço anterior -, enquanto o Nordeste avançou para 94,4%.

Estoques de etanol

Até 30 de abril, o volume estocado de etanol de cana apresentava a posição de 104,6 mil metros cúbicos, sendo 65,9 mil de hidratado e 38,7 mil de anidro armazenados. No caso do biocombustível a partir do milho, a posição permanece a mesma de 31 de março, com o estoque de 33,3 mil metros cúbicos, sendo 2,8 mil de hidratado e 30,5 mil de anidro estocados.

No total, o estoque de etanol encerrou o período em 138 mil metros cúbicos, 23,89% abaixo do registrado em igual intervalo da temporada anterior. O etanol anidro apresentou redução de 15,39%, enquanto o hidratado teve queda de 28,12%.

 

Informações: Assessoria NovaBIo